NO GIRA DISCOS...DOLLAR LLAMA



Dollar Llama
«Under The Hurricane»
[CD – Illusive Records, 2009]



Ora aqui está um disco de rock com eles bem no sítio! Após sete anos de existência os portugueses Dollar Llama editam finalmente a sua estreia e fazem-no da melhor maneira possível. «Under the Hurricane» junta o poder destrutivo e contagiante do hardcore à poeira do southern rock algures entre os Alabama Thunderpussy e os Down. O resultado é um disco pleno de energia, peso e melodias que rapidamente agarram o ouvinte e lhe distribui uma agradável carga de porrada. Aquilo que se pensaria ser mais um disco dentro da enfadonha linha do metalcore e emocore algo em voga por cá [e um pouco por todo o mundo], acaba por resultar numa abordagem ao rock pesado e abrasivo para o qual não encontro paralelo no nosso país, e isso poderá representar algo de muito positivo. Ainda o ano vai a meio e está encontrada uma séria candidata a revelação do ano no panorama nacional! Um verdadeiro furacão!

Confiram em http://www.myspace.com/dollarllama



Morreu Michael Jackson!

Morreu um dos maiores ícones que a cultura pop alguma vez conheceu! Confesso que musicalmente e artisticamente Michael Jackson não me diz nada, mas a marca que deixa no mundo é demasiado evidente e marcante para ser ignorada, por bons e por maus motivos! Goste-se ou não, ninguem da minha geração ou de gerações anteriores poderá dizer que o fenómeno Michael Jackson lhe passou totalmente ao lado. O ícone morreu hoje com 50 anos de idade vítima de ataque cardíaco. Fica aqui a homenagem com «Thriller», considerado por muitos o melhor vídeo musical de todos os tempos.



Cinemuerte
«Aurora Core»
[CD – Raging Planet]

Ora aqui está mais um disco que andava aqui por casa há vários meses e que há muito deveria ter aparecido por estas páginas. «Aurora Core» marca o regresso dos lisboetas Cinemuerte, sucedendo a um «Born From Ashes» que cumpriu enquanto disco de estreia, mas que deixou poucas pessoas particularmente entusiasmadas. Substancialmente mais negros e coesos, os Cinemuerte de «Aurora Core» surpreendem pela positiva, especialmente por terem conseguido seguir em frente com a sua sonoridade baseada no rock melancólico e alternativo e elevá-lo a uma espécie de metal gótico dos tempos modernos, caracterizado por uma saudável mania em apresentar melodias envolventes e viciantes. Figura de proa desta banda, Sophia Vieira mostra o porquê de ser uma referência a nível nacional em termos de vozes no feminino, ao passo que Ricardo Amorim [Moonspell] empresta aqui os seus dotes enquanto guitarrista e, directa ou indirectamente, faz aproximar «Aurora Core» do universo lúgubre dos seus Moonspell. Se andaram todos estes meses distraídos e ainda não tomaram contacto com «Aurora Core» aconselho-vos vivamente a apressarem-se e a ouvir um dos melhores discos do metal nacional editados o ano passado e mais injustamente ignorados.

Acedam em: http://www.myspace.com/cinemuerte



Parabens a Você!

O Daemonivm fez anos mas quem recebeu a prenda fomos nós! Iniciativa de louvar esta de editar um split-cd entre duas bandas do panorama doom nacional como forma de comemorar o terceiro aniversário de um projecto que é já uma referência em termos de divulgação do metal português e arredores! De um lado temos os Insaniae, banda que conta já com alguns anos de rodagem e com uma reputação estabelecida em matéria de doom metal fúnebre e etéreo. «O Covil» e «Tradição Ancestral» não divergem muito daquilo que a banda revelou ao mundo no seu longa duração de estreia há alguns anos atrás, reforçando mais uma vez a ideia de que a música dos Insaniae não é para quem quer, é para quem gosta! Substancialmente mais acessíveis – embora o termo acessível seja muito relativo no universo doom – os Mourning Lenore apresentam-se ao mundo através de «Rain’s Seduction» e «Patterns Of Emptiness» e revelam argumentos capazes de os colocar no mesmo trilho de outras referências nacionais, nomeadamente Process Of Guilt e [Before the Rain]. Afinal o doom também pode ter um propósito positivo e quase festivo. Festejar um aniversário com esta toada taciturna é realmente original e, neste caso, muito válido na oportunidade dada a estas duas bandas.

Apressem-se a adquirir uma cópia deste split. Contactem demonium.blog@gmail.com ou acedam http://www.abcdemonium.blogspot.com/

PROCESS OF GUILT editam novo álbum

Começou bem o dia ao saber que uma das mais imponentes bandas nacionais está prestes a apresentar um álbum novo - é já este mês - e que tem algumas datas agendadas para o promover. Falo dos Process Of Guilt e de «Erosion», o sucessor do sublime «Renounce», mais uma vez a ser editado pela Major Label Industries. Fica ai o cartaz com as datas de concertos de apresentação do novo disco que conta ainda com outro grande atractivo chamado somente The Firstborn.

Acedam a http://www.myspace.com/processofguilt e poderão ouvir um tema novo e saber mais alguns pormenores de «Erosion».




NO GIRA DISCOS...NEONÍRICO


Neonírico
«Renaissance»
[CD – Ethereal Sound Works, 2009]


O nome The Symphonyx não será de todo estranho para muitos de vós. Não sei bem porquê, mas ainda tenho bem presente aquele dia em 1998 em que me chegou às mãos a demo tape de estreia da banda, «Psico Fantasia». Algo de especial brotava da sonoridade da banda, talvez fosse aquele toque neoclássico dado por violinos e pianos, ou um apurado sentido de melodia, mas o que é certo é que prenderam-me a atenção desde então. Ao contrário do que pensaria na altura, os The Symphonyx acabaram por conhecer um percurso evolutivo deveras tímido e nunca alcançaram o reconhecimento que lhes seria devido. Em 2005 editam o único álbum da sua carreira e pouco depois dão-na por encerrada de uma forma algo inesperada. Durante 2008 começo a ouvir dizer que os elementos dos The Symphonyx estariam a erguer outro projecto e acabei por ficar curioso quanto ao mesmo. Neonírico de seu nome, esta nova faceta dos irmãos Torres edita no primeiro quadrimestre deste ano o seu álbum de estreia e uma questão ocorre-me de imediato? Mas porque raio isto não é um álbum de The Symphonyx? A grande diferença entre «Renaissance» e «Opus I:Limbu» encontra-se exactamente no nome da banda e não na sonoridade de cada disco. Os Neonírico são a continuidade lógica dos The Symphonyx, com tudo o que de bom e mau isso tem. Digamos que de mau não tem muito, apenas aquela voz masculina que por vezes faz tremer alguns temas, assim como alguma monotonia que se poderá instalar no decorrer de alguns temas, mas nada que não seja já recorrente em bandas bem mais conceituadas. De positivo continuamos a encontrar a delicadeza dos arranjos, a variedade de texturas musicais e um evidente talento para criar belas e verdadeiras canções. Vale a pena uma audição…ou várias!

NO GIRA DISCOS...WARGANISM



Warganism
«Centipede»

[CD – Edição de autor, 2009]


Chego do emprego ao final da tarde e o ritual repete-se: abro a caixa do correio e vejo o que esta me reserva. No meio de uma imensidão de folhetos publicitários e contas para pagar, eis que se destaca uma encomenda proveniente da inesperada Roménia sem que alguma vez tenha contactado alguém de tão longíquas paragens. Enquanto pensava como raio o Opuskulo havia suscitado interesse a uma banda romena, abro o pacote e deparo-me com um digipack bem conseguido e apelativo a envolver o novo álbum de uns tais Warganism. E quem são estes senhores? São uma banda formada em 1995 sob a designação Dies Irae , composta por cinco elementos e que tem em «Centípede» o seu primeiro trabalho da era Warganism. A julgar pelo profissionalismo patente no artwork a coisa até prometia, no entanto, após os primeiros minutos de rodagem começa a desenhar-se uma certa decepção. «Centípede» é um disco de death metal com tudo e mais alguma coisa à mistura, desde momentos mais introspectivos a devaneios progressivos, passando por riffs black metal e a força bruta do thrash. Vale tudo na busca de alguma originalidade e no meio de tanta coisa lá se encontram algumas que resultam…outras nem tanto! Fazendo a analogia ao próprio título, este disco parece-me ter mais pernas do que caminho a trilhar, acabando por gerar alguma confusão na cabeça do ouvinte. Ainda assim, não perdem nada em, pelo menos, dar um pulo ao myspace da banda.

Sabe mais aqui:
http://www.warganism.ro/

Aquele estranho concerto...

Andava por aqui a vasculhar o báu digital de memórias fotográficas e eis que dou com as fotos de um concerto de Agathocles que tive oportunidade de assistir a 12 de Novembro de 2006 na Academia de Linda-a-Velha. Este foi só um dos concertos mais singulares a que assisti e no qual a palavra underground nunca fez tanto sentido. Acho que as imagens falam por si.







 
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